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Íctio a doença que mais afeta 
os peixes tropicais de água doce

        O maior problema dos criadores iniciantes é conseguir lidar com as doenças de aquário que chegam a ser devastadoras, chegando as vezes ao ponto de, obrigá-lo a refazer sua criação. Por mais que se pesquise, os livros de aquarismo vêm com uma lista enorme de sintomas e doenças que confundem mais do que esclarecem, maioria das vezes.

 

O Íctio

        O íctio é causado por um parasita unicelular, o Ichthyophthirius multifilis, este hematófago (se alimenta de sangue), que se instala na pele dos peixes, ou nas guelras. Este verme ataca essencialmente peixes de água doce, pois é suscetível á salinidade. O íctio é a doença mais comum de aquário e também a mais perigosa, pode matar todos os peixes rapidamente, por anemia ou asfixia (quando se instala nas guelras). Ele entra no aquário, e nem sempre a doença aparece imediatamente. A falta de luz pode ser considerada fator essencial para a infestação pois diminui a resistência dos peixes, pela queda do teor de oxigênio da água e conseqüente diminuição dos microorganismos dos quais eles se alimentam. Outros fatores são as mudanças bruscas de temperatura e o stress do transporte dos peixes.

Os sintomas

VISUAIS: Muitos pontinhos brancos e redondos, do tamanho aproximado de uma cabeça de alfinete (0,5 a 1 mm), que são um envoltório de pele sobre o parasita, reação contra ele. Aparecem ás vezes placas sobre os peixes, que se destacam dele e vão ao fundo do aquário, para contaminar outros peixes. Quando os parasitas, no corpo dos peixes estão adultos, liberam de 600 a 1.200 esporos, que podem também contagiar outros. Estes morrem na água, em dois a três dias, se não encontram hospedeiros.

COMPORTAMENTAIS: A anemia causada faz uma diminuição da atividade dos peixes, seus movimentos ficam menores e suas nadadeiras fechadas. Os parasitas causam muita coceira, e o peixe procura qualquer coisa para ficar se coçando. Na fase mais aguda, eles perdem a vitalidade, ficando parados no fundo.

A prevenção:

        A melhor prevenção é: ao comprar peixes, analise o comportamento e a vitalidade deles. Você poderá não ver os pontos brancos, e muita atenção é necessária. Os guppies alegres e sadios estarão sempre correndo atrás das fêmeas (se estiverem no mesmo aquário).

        Hoje existem produtos no mercado para fazer a desinfecção dos peixes nos próprios sacos de transporte. Mas para maior segurança, é prioritário ter um aquário hospital, de uns 10 a 20l, para quarentena dos peixes, e deve abrigar os peixes por pelo menos 15 dias, com uma dose preventiva de anti-íctio (veja instruções).

        No aquário, é essencial se manter condições controladas minuciosamente. O íctio se espalha principalmente no momento em que há um choque no ambiente, seja de temperatura, pH, ou na readaptação que ocorre sempre que novos espécimes chegam para povoar o aquário, exigindo uma redistribuição dos territórios.

        Evite manter espécimes muito frágeis no aquário. Peixes fracos são a porta de entrada para a doença.

A cura

        Hoje, felizmente, existem medicamentos que funcionam muito bem, e quando a doença é rapidamente diagnosticada e tratada, evita a mortalidade e é eficaz contra os parasitas (procure o lojista de sua preferência). Além disto, é muito eficiente elevar a temperatura para 30 graus durante vários dias, e banhos em água salgada (em aquário separado, por 20 min, uma vez por dia) este último para casos mais graves.